Arquivo para educação Infantil
Julho 7, 2008 às 5:24 pm
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PRIMEIRO NÍVEL → PRÉ-SILÁBICO I
Nesse nível o aluno pensa que se escreve com desenhos. As letras não querem dizer nada para ele. A professora pede que ele escreva “bola”, por exemplo, e ele desenha uma bola.
SEGUNDO NÍVEL → PRÉ-SILÁBICO II
O aluno já sabe que não se escreve com desenhos. Ele já usa letras ou, se não conhece nenhuma, usa algum tipo de sinal ou rabisco que lembre letras.
Nesse nível o aluno ainda nem desconfia que as letras possam ter qualquer relação com os sons da fala. Ele só sabe que se escreve com símbolos, mas não relaciona esses símbolos com a língua oral. Acha que coisas grandes devem ter nomes com muitas letras e coisas pequenas devem ter nomes com poucas letras. Acredita que para que uma escrita possa ser lida deve ter pelo menos três símbolos. Caso contrário, para ele, “não é palavra, é pura letra”.
TERCEIRO NÍVEL → SILÁBICO
O aluno descobriu que as letras representam os sons da fala, mas pensa que cada letra é uma sílaba oral. Se alguém lhe pergunta quantas letras é preciso para escrever “cabeça”, por exemplo, ele repete a palavra para si mesmo, devagar, contando as sílabas orais e responde: três, uma para “ca”, uma para “be” e uma para “ça”
QUARTO NÍVEL → ALFABÉTICO
O aluno compreendeu como se escreve usando as letras do alfabeto. Descobriu que cada letra representa um som da fala e que é preciso juntá-las de um jeito que formem sílabas de palavras de nossa língua.
Veja também:
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Julho 1, 2008 às 6:02 pm
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O desempenho em leitura e matemática dos alunos das escolas municipais de ensino fundamental (Emefs) em São Paulo varia de acordo com o bairro. Na Zona Leste encontram-se os extremos. Os colégios da Penha e de Itaquera estão entre as cinco regiões com as maiores médias na Prova São Paulo (exame aplicado pela primeira vez em novembro para alunos de 2ª, 4ª, 6ª e 8ª séries). Já em Guaianases, na mesma região, se encontram as escolas com os piores desempenhos.
Os dados fazem parte do ranking, obtido pela reportagem, que traz as médias das escolas das 13 regiões da capital paulista. As escalas da prova variam de acordo com a série.
A média das unidades da Penha em matemática na 8ª série, por exemplo, foi a mais alta da cidade: 258,3 (numa escala de 0 a 375). Guaianases foi a região que registrou a média mais baixa: 241,3.
Além da Penha, os alunos das Emefs de Itaquera (zona leste), Ipiranga (zona sul) e Jaçanã-Tremembé (zona norte) lideraram a lista com os melhores desempenhos.
A especialista em políticas públicas da Educação da PUC-SP, Maria Angela Barbato Carneiro explica alguns motivos que proporcionam as diferenças entre as regiões. “Em geral, quanto mais se aproximam do centro, melhores são as escolas porque fatores como falta de segurança e de infra-estrutura geram maior rotatividade de professor”, diz.
Para ela, os professores não podem ser responsabilizados. “A culpa não é do professor. Ele precisa ter incentivos para se fixar nessas escolas nas regiões mais distantes, ter melhor salário e salas de aula com boa infra-estrutura.”
A especialista em alfabetização da USP, Silvia Colello, também ressalta que o nível cultural dos pais tem impacto direto na aprendizagem das crianças. “A educação vai além da escola. É preciso analisar o antes, durante e depois das aulas”, afirma.
DESAFIOS NA PERIFERIA
Segundo Romildo Rodrigues, conselheiro do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), que dá aula em Guaianases, há dois motivos que levaram os colégios da região a terem os piores desempenhos na Prova São Paulo: a questão socioeconômica e a reorganização realizada recentemente nas escolas para atender a demanda. “Itaquera e Penha ficam na zona leste, mas têm condição socioeconômica mais elevada. Não é dizer que alunos de regiões mais pobres não aprendem, mas o acesso a oportunidades como livros e viagens dá mais repertório para a criança”, afirma.
Ele cita que as escolas da região tiveram de improvisar espaços para atender a alta demanda. “Tem escola que teve de fazer quatro intervalos porque todos os alunos não cabem no pátio de uma só vez”. A Diretoria Regional de Guaianases, órgão ligado a Prefeitura, não quis se manifestar.
Já a representante da Diretoria Regional de Ensino Campo Limpo, zona sul, que também ficou entre as regiões com pior desempenho, concedeu entrevista. “Mesmo não estando entre os melhores, nossos colégios estão no caminho certo, o trabalho é reconhecido pela comunidade e damos ênfase à formação de professores”, disse Sandra Lacerda, diretora da divisão técnico-pedagógica da região.
DESEMPENHO
A Secretaria Municipal de Educação informou ser contra a política de classificação de desempenho na Prova São Paulo e por isso não divulga a lista com as notas da rede por escolas ou por região. A reportagem solicitou entrevista com o secretário Alexandre Schneider, mas não obteve retorno.
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Maio 21, 2008 às 3:26 pm
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Olá pessoal,
Eu postei algumas vezes aqui no blog sobre o Educação 24 horas e como recebi muitos e-mails elogiando o site e o post, resolvi postar mais uma vez, para quem ainda não viu!
O Educação 24 horas é um site totalmente voltado a criança e ao adolescente. Você consegue encontrar um conteúdo legal tanto para a criança, com jogos educativos e historinhas infantis, onde a criança pode se divertir, aprender e se desenvolver ao mesmo tempo, quanto para os jovens que estão no ensino fundamental e médio, ou até mesmo prestando vestibular, com professores online 24 horas por dia, 7 dias por semana, respondendo a todas as dúvidas que possa ter, inclusive de inglês e espanhol, matérias de atualidades, dicas para o vestibular e material disponível para estudo. É ótimo para fazer trabalhos escolares e pesquisas.
Abaixo segue uma imagem do site com o link:

www.educacao24horas.com.br
O conteúdo do site é super confiável, deixando os pais tranquilos com que o filho está vendo na internet, além de ser bem adequado a proposta.
Bom, ta aí a dica, aproveitem!
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Maio 13, 2008 às 8:31 pm
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O costume antigo de ler histórias e fábulas para as crianças ajuda a que elas adquiram a linguagem mais cedo. De acordo com o estudo do pediatra norte-americano Barry Zuckerman, da Escola de Medicina da Universidade de Boston, esta é de fato a melhor maneira de ajudar os pequenos a inclusive serem melhores alunos no futuro.
A pesquisa foi publicada nos Archives of Disease in Childhood e demonstra que ler em voz alta para crianças em idade pré-escolar dá a elas melhor bagagem lingüística, o que se tornará uma vantagem nos anos escolares, mais adiante.
“O estudo confirma que o estímulo linguístico nos primeiros anos de vida da criança é fundamental para a aquisição da linguagem”, comentou Stefano Vicari, responsável pela Unidade Operativa Complexa de Neuropsiquiatria Infantil do Hospital Bambin Gesù de Roma. Ele destaca, além disso, que a narração dos pais é um meio muito forte de troca emotiva com a criança. As informações são da agência Ansa.
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Colégios terceirizam aulas de reforço e correção de redação
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Abril 11, 2008 às 2:00 pm
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Se em 5 dias nenhum parlamentar pedir votação em plenário, projeto segue para sanção presidencial.
A oferta obrigatória de vagas na rede pública de ensino para crianças com a partir de 4 anos de idade pode virar lei federal. Ontem, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou o Projeto de Lei 7326/06, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que assegura vaga nas escolas mais próximas às casas das crianças a partir de 4 anos na educação infantil e no ensino fundamental (1º ao 9º ano). Se nos próximos cinco dias nenhum parlamentar solicitar a votação em plenário, o projeto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com levantamento do Movimento Nossa São Paulo com base em dados do último relatório de demanda divulgado pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, 48 mil crianças estão fora da pré-escola por falta de vagas nas escolas da rede pública da capital. O JT solicitou entrevista com o secretário municipal de Educação Alexandre Schneider para comentar a possível obrigatoriedade da oferta de vagas a partir dos 4 anos, mas sua assessoria de imprensa informou que a pasta não se manifesta sobre processos que ainda tramitam.
Atualmente, a legislação federal obriga o governo a garantir vagas apenas nas escolas públicas de ensino fundamental. Segundo Arlete Monteiro, professora da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a garantia de escolaridade a partir dos 4 anos na rede pública é um importante avanço para a educação brasileira.
A especialista acredita que uma lei como essa mobilizaria os pais para a importância de matricular seus filhos na pré-escola.
Angela Soligo, coordenadora do curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também aponta que a lei vai pressionar as redes de ensino a ampliar o direito à educação aos cidadãos. “Está posto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que a educação infantil é um direito da criança, mas como apenas o ensino fundamental é considerado obrigação do Estado, nem toda criança tem tido acesso a essa etapa de escolaridade tão importante.”
Entre os benefícios da educação infantil, Angela destaca o favorecimento da aquisição da escrita e leitura. “Uma criança que entra aos 4 anos na escola desenvolve o raciocínio, criatividade e ganha base para a alfabetização. Há pesquisas que comprovam que a educação infantil é uma etapa facilitadora para o ensino fundamental.”
Caso a lei seja aprovada, segundo Angela, as redes de ensino terão de fazer uma reorganização orçamentária. “É um avanço, porque a lei sinaliza para o sistema que eles terão de providenciar isso. No caso de Estados mais ricos como São Paulo, por exemplo, a arrecadação é alta e é possível atender essa nova demanda.
“Crianças pobres, que entram na escola apenas com seis anos, não aprendem a ler antes dos sete”, afirmou o senador Cristovam Buarque.
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Abril 7, 2008 às 2:51 pm
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As concessionárias de telefonia fixa – Telefônica, Oi e Brasil Telecom – assumem oficialmente amanhã a obrigação de instalar uma infra-estrutura de banda larga em todo o País e de levar internet em alta velocidade a 55 mil escolas públicas urbanas. O programa de banda larga em parceria com as operadoras será lançado na terça-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em solenidade marcada para às 11 horas, no Palácio do Planalto.
Previsto para ser concluído até 2010, o programa vem substituir a obrigação contratual que as empresas têm de instalar Postos de Serviços de Telecomunicações (PSTs), uma espécie de telecentro, com orelhões e acesso à internet. O projeto é considerado uma das prioridades do segundo mandato de Lula.
Para a cerimônia, foram convidados os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, das Comunicações, Hélio Costa, e da Educação, Fernando Haddad, além do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg, e dos presidentes das concessionárias, entre elas a Telefônica, a Oi e a Brasil Telecom.
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Abril 3, 2008 às 2:06 pm
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Rede estadual: durante as aulas de reforço, os professores perceberam que os alunos não sabiam ler.
A rede estadual de ensino passará a oferecer classes especiais de alfabetização para os alunos de 5ª série, que não estiverem plenamente alfabetizados. A última edição do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp 2007) mostrou que só 35% dos alunos da rede concluíram a 4ª série com nível adequado em língua portuguesa.
Essa é uma das novas políticas para a recuperação da aprendizagem dos alunos criadas pela secretária estadual de educação Maria Helena Guimarães de Castro, que em entrevista ao JT, detalhou os novos programas.
Como vão funcionar essas classes de alfabetização para 5ª série?
Para o aluno que não estiver plenamente alfabetizado na 5ª série, além de poder participar de um reforço paralelo, vamos oferecer uma classe de aceleração de alfabetização. Para que ele termine o ano de fato alfabetizados e não acumule o problema. A idéia é que ele freqüente a sua turma regular e tenha uma aceleração paralela. Cada escola vai se organizar para oferecer essas turmas e ver a melhor solução de horário com as famílias.
É o professor da turma que vai alfabetizar os seus alunos?
Serão professores capacitados. Tomamos a decisão há 15 dias, vários professores relataram que muitos alunos de 5ª série não conseguiram acompanhar a recuperação intensiva ( dada nos primeiros 45 dias de aula) porque eles não estavam plenamente alfabetizados.
E o que muda a partir de hoje?
Hoje termina a primeira etapa de recuperação intensiva integrada ao currículo da série em que o aluno está matriculado, com ênfase em leitura e escrita e conceitos matemáticos. E hoje, todas as escolas começam a utilizar os guias curriculares, que seguem a mesma orientação da proposta da recuperação intensiva inicial, organizados por disciplina. Cada série tem um guia bimestral que é do professor, também há um caderno do gestor para 5ª a 8ª séries e outro para ensino médio. E há um documento das propostas curriculares para os professores. São materiais que dão um norte do que os alunos têm de aprender em cada série, mas que permitem a autonomia do projeto pedagógico. No segundo semestre, os professores vão avaliar o material e dar suas sugestões.
E ainda este mês todos os alunos da rede farão uma avaliação?
No dia 15 aplicaremos uma prova única para cada série com o objetivo de fazer um diagnóstico do desempenho. A partir do resultados, os professores vão poder definir os alunos que participarão do reforço paralelo (que será dado fora do horário das aulas ou aos sábados).
E o reforço para séries iniciais? E a amanhã começam as salas especiais para as 3ª e 4ª séries?
O Saresp mostrou que 12,6% dos alunos terminaram a 2ª série sem estar plenamente alfabetizado. Esses alunos, que hoje estão na 3ª, terão aulas em turmas com no máximo 25 alunos, com os professores capacitados e vão estudar em salas-ambiente enriquecidas com materiais para que o aluno seja motivado a ler e a escrever e a fazer as quatro operações(somar, subtrair, dividir e multiplicar).
Foi encomendado um estudo para a Fipe para averiguar os casos de superlotação? Qual é o plano?
A Fipe ainda está fazendo o levantamento, mas a principal mudança será a redução do número de alunos por módulo de ensino. Queremos reduzir de 35 para 30 alunos nas turmas de 1ª a 4ª série, de 40 para 35, de 5ª a 8ª série e de 45 para 40 no ensino médio. Mas precisamos dos dados consolidados da Fipe para ver como vamos fazer isso porque há escolas com mais alunos, outras até com menos do que isso. Estamos esperando esse relatório para subsidiar a nova proposta para 2009.
E os alunos que estudam hoje em salas superlotadas?
Se for possível, vamos redistribuir logo após resultado da Fipe. Já pretendemos reduzir o módulo (nº de alunos por turma) para 2009.
MARIA REHDER
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Março 31, 2008 às 5:44 pm
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A região Sudeste é a única do país em que a maioria das crianças permanece na escola além do tempo mínimo exigido por lei: 72% dos alunos dos ensinos fundamental e médio nessa região têm mais de quatro horas de aula por dia, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os dados referentes à educação brasileira em 2006 divulgados sexta-feira (28) trazem o Norte na outra ponta do ranking de tempo de na escola. Na região, a maioria dos alunos de ensino fundamental (80,4%) tem apenas quatro horas de aulas; no médio, o percentual de alunos que têm o “mínimo” é de 59,6%.
Na região Sul, que normalmente têm os melhores indicadores socioeconômicos do país, 78,7% dos alunos de nível fundamental e 70,4% de médio tem apenas a carga mínima de aulas.
O estudo divide as regiões em dois grupos (um, dos Estados e regiões que oferecem quatro horas de aula diárias, e outro, em que as crianças estudam mais), mas não especifica a quantidade de horas que os alunos passam nas escolas.
Nos Estados Unidos e na Europa, a maior parte das crianças têm pelo menos seis horas de aula por dia.
Merenda
A oferta de merenda gratuita nas escolas públicas também varia no país. O Nordeste é a região que menos distribui merenda: 10,1% dos alunos de escolas públicas não recebem refeições.
No Sudeste, região em que a entrega de merendas é mais comum, o benefício não é recebido por 6% dos alunos.
Analisados por níveis de escolaridade, os estudantes de ensino médio são os que têm menos acesso à merenda. As refeições são entregues, na média nacional, a 48% dos alunos dessa faixa de ensino e a 85,6% do fundamental.
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Março 27, 2008 às 3:24 pm
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Vamos pedir emprestado o slogan das campanhas de vacinação contra a poliomielite para comentar um evento auspicioso na área do ensino. “A gota que salva”, neste caso, é representada pelos 37 municípios brasileiros – ou 0,66% do total de 5.564 – onde a rede pública escolar efetivamente ensina e os alunos efetivamente aprendem, conforme estudo concluído no fim do ano passado e divulgado ontem. E a gota salva porque nenhum dos 10 ingredientes desta receita de sucesso é misterioso ou inacessível a ponto de impedir que ela seja aplicada em tantas quantas cidades onde haja a disposição de fazê-lo. Além disso, aqueles municípios estão longe de ter indicadores socioeconômicos de que a sua população se possa orgulhar. Confirmando a experiência estrangeira, tampouco no Brasil existe uma relação direta e fatal entre pobreza e educação de baixa qualidade. Por exemplo, Sete Barras, uma das três cidades paulistas arroladas, é uma das mais pobres da região mais pobre de São Paulo: o Vale do Ribeira.
A avaliação – uma parceria entre o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, do MEC, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação – é a primeira em muito tempo a oferecer informações minimamente alentadoras sobre o que se passa na escola brasileira. Ainda no domingo este jornal publicou em primeira mão os dados acabrunhantes de uma pesquisa do governo, segundo a qual nada menos de 1/3 das crianças matriculadas na 4ª série do ensino fundamental não sabe nem sequer o que se espera que saibam os alunos ao fim da 1ª série. A rigor, o que separa essas crianças das que têm o privilégio, por assim dizer, de estudar em qualquer daqueles 37 municípios é apenas o seguinte: estas últimas, ao concluir o equivalente ao antigo curso primário, aprenderam o que precisavam aprender – se não mais.
Isso porque ali se adotou o que o levantamento intitulado Redes de Aprendizagem denomina “boas práticas de municípios que garantem o direito de aprender”. Trata-se de “coisas simples”, assinala a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda. Nunca será demais reproduzi-las: 1) gestão para a aprendizagem, isto é, organizar a escola com o objetivo de chegar a um “ensino de resultados”, que consiste em fazer com que o aluno aprenda; 2) prática de rede, que vem a ser a integração de todas as escolas do município em um mesmo método de trabalho; 3) planejamento, que envolve, obrigatoriamente, os pais dos alunos; 4) avaliações; 5) valorização dos professores; 6) investir na formação contínua dos docentes; 7) valorização da leitura;
atenção individual aos alunos; 9) agenda de atividades complementares; e 10) parcerias envolvendo áreas da saúde, esporte, cultura e assistência social. Dez obviedades ululantes, portanto, cuja observação depende apenas de competência e dedicação.
É comovedora a atitude dos educadores das 37 cidades-exemplo diante dos desafios do ofício. “A gente não deixa nenhum aluno para trás”, diz um professor de Marilena, no Paraná. “Os professores insistem, insistem, até a gente aprender”, conta um estudante de Guaramirim, em Santa Catarina. “Aqui tudo é pedagógico”, ensina um profissional de João Monlevade, em Minas Gerais. “A aula é prazerosa. Educação é movimento”, rejubila-se uma professora de Carmo do Rio Verde, em Goiás. “Aqui não tem invenção. É giz e lousa, mas tudo está organizado”, relata uma diretora de escola no citado município paulista de Sete Barras. “Não tem segredo nenhum aqui. Fazemos o que toda escola deve fazer”, reitera uma coordenadora de ensino daquela cidade. Tendo recebido com antecedência o levantamento, os jornais puderam publicar ontem o que os seus repórteres apuraram nos municípios que visitaram. O resultado é muito interessante.
Permite verificar a diversidade de iniciativas, em cada localidade, para levar adiante essa ou aquela das 10 práticas afinal selecionadas pelo estudo para fundamentar o seu modelo de ensino que dá certo. A imaginação e a capacidade dos educadores de tirar o máximo proveito dos quase sempre escassos recursos disponíveis não apenas resolvem problemas: funcionam como novos incentivos para a comunidade escolar. Como diz um entrevistado, “ninguém se deixa imobilizar pelas dificuldades”.
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Março 24, 2008 às 7:43 pm
· Arquivado em educação Infantil ·Tagged 4a série do ensino fundamental, 8 anos, 8 anos de idade, alfabetização, alunos, alunos até 8 anos de idade, avaliação, avaliação nacional, cinco níveis de aprendizado, criança, crianças, crianças em fase de alfabetização, educação, educação Infantil, ensino basico, ensino fundamental, ensino médio, escala de avaliação, escolas, exame, fase de alfabetização, MEC, ministério da educação, PDE, Plano de Desenvolvimento da Educação, Provinha Brasil, redes de ensino, Saeb, secretários de educação, Sistema de Avaliação da Educação Básica
Estados e municípios começarão a receber na próxima semana o material para realizar a Provinha Brasil, a primeira avaliação nacional para crianças em fase de alfabetização. Esse será o primeiro passo para verificar se as redes de ensino estão cumprindo uma das principais metas do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE): alfabetizar todos os seus alunos até os oito anos de idade.
Ao contrário das avaliações feitas até hoje, a Provinha já chegará às mãos dos secretários de Educação com uma escala de avaliação, com cinco níveis de aprendizado, estabelecidas a partir do número de acertos em cada prova. É a partir do nível quatro que o aluno está dentro do esperado. A expectativa dentro do Ministério da Educação (MEC), no entanto, é que a grande maioria esteja abaixo.
Dos estudantes de 4ª série do ensino fundamental, 71% não atingiram a pontuação indicada como ideal pelo ministério no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), conforme mostrou reportagem do Estado ontem. Além disso, um terço deles não sabia nem sequer o que deveria ter aprendido ao fim do 1º ano. “Há escolas que certamente vão ultrapassar esse limite. Mas nossa expectativa é que os resultados não sejam muito bons”, acredita o presidente do Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisa Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes.
A Provinha será usada pelas redes e os resultados não terão que ser, necessariamente, repassados ao MEC. “É um instrumento para escolas e redes fazerem o seu próprio diagnóstico, o que as crianças estão ou não aprendendo”, afirma Reynaldo. Para fazer o seu controle, o MEC fará anualmente a sua própria avaliação, com uma amostra estatística controlada, que servirá para dizer como está cada Estado, região e o País.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
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