Arquivo para Junho, 2008

Secretaria de SP chama professores substitutos; sindicato pede mandado de segurança

A Secretaria da Educação de São Paulo liberou todas as escolas estaduais para chamada de professores eventuais, que cobrem faltas diárias de concursados e temporários. A medida pretende garantir que os cerca de 5 milhões de estudantes da rede não fiquem sem aula nas cerca de 5.500 escolas. Para o sindicato, a medida fere o direito de greve da categoria.

Há duas semanas, a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino do Estado de São Paulo) decretou paralisação nas escolas. Segundo a Secretaria, na quarta-feira (25) todas as escolas receberam comunicado liberando a chamada dos eventuais. Quase 20 mil substitutos estão cadastrados nas 91 diretorias de ensino.

Por causa da chamada, a Apeoesp entrou na Justiça com um mandado de segurança coletivo em defesa do direito de greve da categoria. Em nota, o sindicato informou que “a Lei Federal 7783/89, em seu parágrafo 2º do artigo 6º, dispõe que ‘é vedado as empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento’”.

Para o coordenador de recursos humanos da Secretaria, Jorge Sagae, é preciso garantir a aprendizagem. “É dever das escolas convocar os eventuais para cobrir as faltas dos professores, garantindo que os alunos tenham seu direito às aulas assegurado. Não tem como a direção da escola saber se o professor está faltando ou está em greve”.

O comunicado do Estado foi gerado após questionamento das escolas e diretorias de ensino à Secretaria. Segundo nota divulgada pelo órgão, os professores eventuais já estão cadastrados na Secretaria e irão cobrir apenas as faltas diárias, sendo garantida a volta ao trabalho dos educadores que estiverem em greve. “Os direitos e garantias dos professores da rede estão garantidos”, diz o comunicado.

Faltas descontadas

A Secretaria estima que entre 4.000 e 10 mil professores têm faltado diariamente, em média, desde o anúncio da greve. A rede tem cerca de 230 mil professores concursados e temporários. Diariamente, segundo a pasta, cerca de 10% deixavam de dar aulas antes da greve.
Durante a greve, os professores que faltam têm o dia descontado, o que, além de redução no salário, influi em benefícios futuros, como bônus-merecimento. Com a chegada dos eventuais para cobrir as faltas, os professores não precisarão repor aulas, já que os alunos têm cobertura dos eventuais.

Na manhã desta sexta (27), foi realizada uma audiência de mediação agendada pelo Ministério do Trabalho para representantes do sindicato e da Secretaria Estadual da Educação. À tarde, uma assembléia deve decidir os rumos da greve dos professores da rede estadual de ensino. Eles se reunirão no vão do Masp, na avenida Paulista, e devem seguir em passeata logo depois.
A greve dos professores começou no dia 16 de junho. No centro da discussão entre a categoria e o Estado está o Decreto 53.037, publicado no fim de maio no Diário Oficial.

Segundo a Apeoesp, mais de 80% das escolas estaduais aderiram à paralisação. O governo rebate o número e diz que menos de 2% da categoria está de braços cruzados.

Cervejaria patrocina festa junina do colégio Santa Cruz, em SP


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Cervejaria patrocina festa junina do colégio Santa Cruz, em SP

O grupo Schincariol –empresa de bebida responsável por três marcas de cerveja– foi um dos patrocinadores da festa junina do colégio Santa Cruz (zona oeste de São Paulo) no último sábado.

No palco com shows, havia o logotipo da marca de cerveja Nova Schin, revela a reportagem. Ao evento –que teve 134 patrocinadores– houve a doação de água, sucos e refrigerantes. Toda a renda da venda no local das bebidas e de outros produtos foi revertida a um fundo social do colégio.

A reportagem revela ainda que adolescentes que estavam na festa conseguiram comprar cerveja sem objeções dos responsáveis pelas barracas. Procurada, a direção do colégio não se manifestou até a noite de ontem.


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Educação melhora, mas nível continua baixo no Brasil, mostra Ideb.

A média dos estudantes brasileiros no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) cresceu em todas as etapas do ensino médio, entre 2005 e 2007, segundo o MEC (Ministério da Educação). Apesar do aumento nas notas, as médias continuam baixas.

Entre as quartas séries, as médias aumentaram de 3,8 para 4,2. Na oitava série, de 3,5 para 3,8 No ensino fundamental está o pior quadro: a média subiu apenas um décimo, de 3,4 para 3,5.

Apesar de resultados baixos, o MEC considera que há avanços devido à superação de metas. Segundo a pasta, a expectativa de nota para as quartas séries, oitavas séries e ensino médio eram de 3,9, 3,5 e 3,5, respectivamente. As notas vão de zero a dez.

As regiões Norte e Nordeste, que tinham as menores notas, obtiveram também as maiores variações, mas mantém as notas baixas. O ensino médio da região Norte, por exemplo, não conseguiu passar dos três pontos, ficando no patamar de 2,9, mesmo número de 2005 e meta para esse ano.

O Ideb avalia todas as unidades da federação foram avaliadas nos três níveis, gerando 81 índices. Destas, apenas duas foram iguais a 5,0 –as dos estudantes de quarta série do Paraná e do Distrito Federal. Nenhuma passou da metade dos pontos possíveis.

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Sono ruim pode levar as notas baixas na escola


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Sono ruim pode levar às notas baixas na escola

Notas baixas na escola podem estar ligadas a um sono insuficiente. Um estudo conduzido pela Universidade de Kentucky também relacionou uma noite se dono ruim com graves problemas emocionais e de comportamento, incluindo o TDA/H (Transtorno do deficit de Atenção/Hiperatividade) e a falta de motivação para o estudo.

E, para os pais que querem ajudar os filhos a dormir melhor – o que significa, no mínimo, nove horas de sono por noite, para um adolescente -, um aviso: o computador pode estar relacionado às noites mal dormidas.

A Academia Americana de Medicina do Sono oferece algumas dicas para quem quer ter uma boa noite de sono:

- Siga uma rotina noturna consistente.
- Evite comidas ou bebidas que contém cafeína e medicamentos estimulantes na hora de dormir.
- Não fique acordado a noite inteira estudando para uma prova ou fazendo a lição de casa.
- Mantenha computador e TV fora do quarto.
- Não vá para a cama faminto, mas também não coma muito antes de dormir.
- Evite exercícios físicos pesados seis horas antes de ir dormir.
- Mantenha o quarto quieto, escuro e com uma temperatura fresca.
- Acorde na mesma hora todos os dias.

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